Vai viajar no carnaval? O que fazer com seu pet? Malu costuma viajar com os donos e nunca ficou sozinha ou sob cuidados de estranhos.
Especialistas apontam prós e contras de colocar animais de estimação em hotéis especializados e clínicas, ou em casa, sob a responsabilidade de uma pessoa. Para todos os casos, é preciso ficar alerta a doenças e estresse do animal. As viagens de carnaval já estão planejadas e você ainda não decidiu com quem vai deixar seu pet. Escolher o destino do animal pode ser um pouco mais complicado do que você imagina. Dentre as diversas possibilidades, é preciso avaliar os pontos positivos e negativos, já que os bichinhos sempre sentem falta do dono e da rotina da casa. Para não ter que recorrer a parentes ou vizinhos, uma opção é um hotelzinho, com preços acessíveis e espaço próprio. Lá eles poderão brincar, terão um horário para passear e se alimentar direitinho. Assim, o dono de um filhote pode ficar tranquilo e se divertir no carnaval sem preocupações com o cachorro ou gato. O médico veterinário Márcio Brasil explica que é vantajoso para o dono do animal deixar o animal em um hotelzinho durante as férias ou feriado. Segundo ele, ter assistência veterinária é recomendável, já que, com a saudade, o estresse aumenta e os bichos podem acabar adoecendo.
Ainda segundo Brasil, esses ambientes normalmente contam com segurança reforçada, já que é uma tendência natural do animal tentar fugir quando está fora do seu ambiente. Os preços nos principais hotéis e clínicas veterinárias variam entre R$ 20,00 e R$ 45,00, em Belo Horizonte.
Já a médica veterinária Ana Carolina Borja vê restrições em relação aos hotéis para animais já que, na maioria das vezes, esse serviço é oferecido por clínicas veterinárias ou pet shops. Apesar de ajudarem bastante, segundo a veterinária, não oferecem espaços apropriados. Com a mudança de ambiente, o animal pode ficar estressado, o que causa baixa imunidade, aumentando os riscos de qualquer tipo de infecção. Esses lugares, segundo a veterinária, são propícios para o contágio de doenças, já que são recebidos bichos de várias casas diferentes. “Acho importante descartar a opção de levar filhotes para hoteizinhos, porque eles não estão com todas as vacinas em dia e o risco de contágio com doenças aumenta de forma significativa”, alerta.
Em casa sob cuidados
A veterinária Ana Carolina Borja acredita que uma boa opção seria deixar o animal dentro da própria casa e pedir para que alguém de confiança fique com as chaves da residência e cuide da alimentação do bicho, pelo menos duas vezes ao dia. “Os animais já estão acostumados com o ambiente. Sentir a falta do dono e ainda trocar de habitat pode gerar um estresse muito grande para os bichinhos, o que abre portas para variadas doenças", alerta Ana Carolina.
O veterinário Alexandre Procópio Lara, no entanto, vê problemas em deixar os animais sob responsabilidade de terceiros. Segundo ele, entre as principais doenças que ocorrem neste período de solidão, além do estresse, é a gastroenterite, que pode ser motivada pela ingestão de comidas diferentes ou objetos da casa. “Acabei de atender um caso de gastroenterite, onde uma vizinha que ficou com pena do cachorrinho que estava sozinho acabou dando uma comida diferente do que ele estava acostumado e, em seguida, ele passou mal”, lembra.
Por isso, mesmo em um lugar em que já estão acostumados, os donos precisam ter cuidado. Quando ficam em casa sozinhos durante muitos dias, os bichinhos podem comer plantas venenosas, produtos de limpeza, se enrolarem em cabos de fios telefônicos, acidentar em cabos elétricos ou até ficar preso em algum cômodo da casa. É preciso também se certificar que se a pessoa responsável realmente tem condições de cuidar do animal.
Em casa sozinho
Pelo menos em um ponto os médicos veterinários são unânimes. Apesar de ser ser pouco comum, muita gente ainda tem coragem de deixar o animal sozinho em casa. Os especialistas alertam que, neste caso, a surpresa na volta do feriado pode ser muito desagradável. Mesmo que a comida seja reforçada, o animal não tem a noção da quantidade que deverá comer e, por isso, não dá para calcular a quantidade ideal de comida para ser deixada. Além disso, a água precisa ser trocada, já que o bicho se recusa a beber quando está suja e pode morrer desidratado.
Rebeca Martins conta que durante uma viagem de carnaval, e sem ter com quem deixar a cachorra Lessie, a opção encontrada pela família dela foi deixar dois pacotes grandes de ração na varanda da casa, juntamente com um galão de 20 litros da água que parava de encher com a ajuda de uma bóia. Mas, na volta, o resultado da experiência foi muito ruim “ A Lessie estava toda suja, a comida já havia acabado, várias coisas pela casa tinham sido comidas, somente a água não havia faltado para a cadelinha. Depois disso, minha mãe decidiu dar o animal para uma amiga dela, que já tinha outros três cachorros e cuidaria melhor do que a gente”, conta.
Bichos incomuns
Para quem tem em casa animais como coelhos, tartarugas, aranhas, cobras ou ratos, a escolha de onde deixar os bichos é ainda mais difícil. Poucas clínicas veterninárias oferecem serviço de hotelzinho e ainda é mais difícil encontrar algum amigo que queira tomar conta de uma cobra ou de uma aranha, por exemplo.
Seja qual for sua decisão, ficando em casa, viajando ou saindo para a folia, não se esqueça de cuidar com carinho do seu melhor amigo.
Escrito por planetadosanimais às 22h27
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